Stefany S. Stettler

mestra em Filosofia (PUCSP), especialista em Linguagem Cinematográfica e Audiovisual, Tanatologia, Imunologia e Microbiologia, bacharela e licenciada em Filosofia (UFPR)

ZUMBIS SIMBIONTES: MAIS UM CASO

Eu gosto quando as coisas funcionam assim, meio na base da mágica. Eu estava me inteirando sobre filmes de zumbis que não estavam na minha lista (a curadoria dessa lista é um trabalho interminável!) e encontrei esse no Stremio: Redcon-1 (Chee Keong Cheung, 2018). No Letterboxd, reviews horríveis. Cinematografia ruim, atuação ruim, enredo ruim, etc… Bom, já explicitei aqui meu pensamento sobre filmes « ruins ».

A felicidade de encontrar mais uma garotinha brilhante e corajosa e imune! E mais: com imunidade herdada, dessa vez do pai. A pequena Alicia Rowan (Jasmine Mitchell) junta-se a Ellie e Melanie no rol de zumbis conscientes. É uma coincidência que sejam todas garotinhas? Gosto de pensar que não.

Esse filme ainda junta um outro feature: os zumbis são capazes de manter memórias da sua vida de vida, e rolam até uns flashbacks toscos. Isso gera momentos até engraçados de zumbis militarizados batalhando com golpes de artes marciais e não mordidas. Mas enfim, o Capitão Stanton, mesmo transformado, consegue lembrar que prometeu tutorar a garotinha.

Junto com alguns sobreviventes, o novo zumbi garante a segurança de Alicia e morre nas mãos do seu superior hierárquico do exército. Stanton é o único homem negro do filme, vale lembrar. O filme acaba antes de sabermos o fim da garota, que eu sinceramente espero que não seja o mesmo que aquele planejado para Ellie e Melanie.

Filme bom é bom demais, mas filme ruim também é bom demais!

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