Stefany S. Stettler

mestra em Filosofia (PUCSP), especialista em Linguagem Cinematográfica e Audiovisual, Tanatologia, Imunologia e Microbiologia, bacharela e licenciada em Filosofia (UFPR)

SENÃO PIRATARIA, O QUÊ?

Eu realmente gostaria de ter uma videoteca física, assim como tenho meus livros, dos quais gosto muito e consulto com uma regularidade maior do que consulto aqueles baixados das bibliotecas virtuais alternativas. Eu realmente queria.

Mas eu não consigo. Primeiro porque a maioria dos DVDs físicos têm uma limitação regional de uso, ou seja, não posso comprá-los importados. Isso já reduz minhas opções em muitas milhares de vezes. Se contar que muitas vezes « consumo » títulos de difícil acesso até para países onde os filmes foram produzidos, calcule. Às vezes, nem nos meios alternativos consigo acesso aos filmes, e quando « internacionais », muitas vezes consigo os filmes, mas não as legendas.

Isso se não forem computadas as diversas humilhações que uma pesquisadora como eu tem que passar para ter acesso ao seu material de trabalho: pornografia indesejada, propagandas de bets, de vpns, aumento peniano… pra conseguir um link que não terá nenhum seed. Daí, tentamos links diretos, download direto do streaming, se possível…

Não é apenas um trabalho de consumo e um desejo de evitar comprar o original, é que simplesmente não há original a ser comprado! É um trabalho de curadoria e arquivamento! E aí, cultura deve ser limitada a esse ponto? Deve ser limitada a algum ponto? « Ah, mas filme de zumbi não é cultura! ». Não cabe nem a você, nem a mim decidir, não é?

A questão é que o mercado alternativo está morrendo, para nossa indubitável tristeza. Serão centenas de milhares de filmes, que por não serem absorvidos por um streaming qualquer, serão totalmente esquecidos. E putz, já falei aqui como mesmo o pior filme do ponto de vista da qualidade cinematográfica tem, sim, algo a ser dito.

Dito isso, piraters do meu Brasil, me dêem dicas, por favor. Mas não se exponham, mandem em stef.stett@proton.me.

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